Resposta da estrutura diamétrica de Tapirira guianensis ao manejo florestal na região oriental da Amazônia brasileira

Autores

  • Nathalia Sousa Braga ESALQ/USP
  • Jonathan William Trautenmüller ESALQ/USP
  • Edson Vidal ESALQ/USP
  • João Olegário Pereira de Carvalho UFRA
  • Ademir Roberto Ruschel EMBRAPA
  • Henrique Soares Koehler UFPR

Palavras-chave:

Dinâmica estrutural populacional, Modelagem probabilística de distribuições diamétricas, Recuperação florestal pós-exploração

Resumo

Este estudo avaliou a estrutura diamétrica de Tapirira guianensis Aubl. ao longo de 30 anos em área manejada de 144 ha na FLONA do Tapajós, Amazônia. Hipotetizou-se que a Exploração de Impacto Reduzido e tratamentos silviculturais favoreceriam o recrutamento nas classes iniciais (5–15 cm). Foram analisados dados de DAP (≥ 5 cm) em 48 parcelas permanentes nos anos de 1981, 1989 e 2012. Seis funções de densidade foram testadas, com a Weibull 3P apresentando melhor ajuste (AIC –63,45 a –61,63; teste de Kolmogorov–Smirnov: dcal 0,02–0,03 < dtab 0,28). A distribuição seguiu padrão “J invertido”, típico de regeneração contínua. O teste de Kruskal–Wallis indicou diferenças significativas (X2(2) = 13,78; p < 0,05), e o teste de Dunn mostrou 1989 como distinto. Em 2012, ~70% dos indivíduos estavam na classe 5–15 cm. Conclui-se que o manejo favoreceu a regeneração natural, evidenciando a plasticidade ecológica da espécie e a eficácia do manejo sustentável. 

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Publicado

09/24/2025

Edição

Seção

SUBMISSÃO DE TRABALHOS