Estoque e incremento de carbono de 20 espécies nativas em 20 anos de restauração de Mata Atlântica

Autores

  • Filipe Sousa UFLA
  • Raul Assunção
  • Carlos Vinícius Ribeiro
  • Pedro Luiz Brancalion
  • Geovanni Barros
  • Otávio Campoe

Palavras-chave:

crescimento florestal, incremento médio anual, sucessão ecológica

Resumo

O sequestro de carbono por plantações florestais é uma estratégia eficaz para mitigar mudanças climáticas. Este estudo avaliou o estoque e o incremento de carbono de 20 espécies nativas da Mata Atlântica, em um experimento de 20 anos no município de Conde-BA. As parcelas, com 264 plantas e espaçamento de 3 m x 1 m, foram organizadas em blocos casualizados com quatro repetições. A biomassa total foi estimada a partir de diâmetro, altura e densidade da madeira, convertida em carbono pelo fator 0,47, e calculou-se o incremento médio anual (IMA). Tapirira guianensis apresentou o maior estoque de carbono aos 19 anos (~40 Mg.C.ha⁻¹). Entre as cinco espécies com maiores estoques, quatro foram não-pioneiras, refletindo a transição para estágios sucessionais tardios. O IMA comunitário alcançou 26 Mg.C.ha⁻¹.ano⁻¹, evidenciando crescimento acelerado. Os resultados fornecem subsídios para projetos de restauração visando à mitigação climática.

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Publicado

09/24/2025

Edição

Seção

SUBMISSÃO DE TRABALHOS